sábado, 27 de fevereiro de 2016

A Esperança / Versos Íntimos - Augusto dos Anjos

Booa tarde meus amores *-*

Sabadão de calor insuportável ... nada melhor que poesia, musica e café para animar nosso espirito...

É a primeira vez que posto aqui no blog algumas poesias de Augusto dos Anjos - poeta brasileiro - paraibano.

Lhes apresento dois poemas:

A Esperança

A Esperança ela não murcha, ela não cansa,
Também como ela não sucumbe a Crença,
Vão-se os sonhos nas asas da Descrença,
Voltam sonhos nas asas da Esperança.

Muita gente infeliz assim não pensa;
No entanto o mundo é uma ilusão completa,
E não é a Esperança por sentença
Este laço que ao mundo nos manieta?

Mocidade, portanto, erga o teu grito
Sirva-te a Crença do fanal bendito,
Salva-te a glória no futuro -- avança!

E eu, que vivo atrelado ao desalento,
Também espero o fim do meu tormento,
Na voz da Morte a me bradar, descansa!


Versos Íntimos 

Vês! Ninguém assistiu ao formidável
Enterro de tua última quimera.
Somente a Ingratidão - esta pantera -
Foi tua companheira inseparável!

Acostuma-te á lama que te espera!
O Homem, que, nesta terra miserável,
Mora entre feras, sente inevitável
Necessidade de também ser fera.

Toma um fósforo. Acende teu cigarro!
O beijo, amigo, é a véspera do escarro,
A mão que afaga é a mesma que apedreja.

Se a alguém causa inda pena a tua chaga,
Apedreja essa mão vil que te afaga,
Escarra nessa boca que te beija!

Poesias me encantam de uma maneira que não explicar :))

:**

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