segunda-feira, 2 de maio de 2016

Fábulas de Esopo

Boa tarde meus amores *-*
Demorei mais do que imaginei para postar ... sorry

Postarei hoje no blog, fábulas de Esopo.
Sinceramente, faz muito tempo que eu não lia Fábulas e elas são incríveis, tanto que vou compartilhar com vocês algumas.

Esopo foi um escritor da Grécia Antiga a quem são atribuídas várias fábulas populares.


A Macaca e a Raposa

Uma Macaca sem rabo pediu a uma Raposa que cortasse metade do seu e lho desse, dizendo:
— Bem vês que o teu rabo é demasiado grande, pois que até se arrasta e varre a terra; o que dele sobeja podes-mo dar a mim para cobrir estas partes que vergonhosamente trago descobertas.
— Antes quero que se arraste — disse a Raposa — e varra o chão, e me seja pesado, que aproveitares-te tu dele. Por isso não to darei, nem quero que coisa minha te faça proveito.
E assim ficou a Macaca sem o rabo da Raposa.

Moral da história:
Semelhantes a esta Raposa são todos os invejosos, que deixarão de escarrar se souberem que alguém aproveita o seu cuspinho, e todos os avarentos que do muito que em sua casa sobeja não querem partilhar com o pobre que lhes mostra a sua necessidade, como aqui a Macaca mostra à Raposa.


O Homem e a Cobra

Na força do chuvoso e frio inverno andava uma Cobra fraca e encolhida, e um homem piedoso recolheu-a, agasalhou-a e alimentou-a, enquanto houve frio. Chegado o verão, começou a Cobra a estender-se e desenroscar-se, pelo que o homem a quis pôr fora; mas ela levantou o pescoço para o morder. Vendo isso, o homem pegou num pau e começou a lutar com a Cobra. Na peleja ficou a Cobra morta, e ele bem mordido.

Moral da história:
Bem diz o provérbio: pela mão leva o homem a desgraça a sua casa. Assim aconteceu a este homem com a cobra, e acontece a muitos que, no inverno dos trabalhos e perseguições, querem ser bons aos seus próximos, mas eles, de ruins, chegado o verão das bonanças, nem o dado agradecem nem o emprestado devolvem. Assim é certo acolherdes às vezes em casa um pobre que ou vos rouba e foge, ou, se o mandais embora, vos molesta e injuria.


A Nora e a Sogra

Havia uma mulher casada que se dava muito mal com a sogra. Um dia alguém ofereceu a esta mulher uns doces, entre as quais vinha uma mulher feita de açúcar. E disse quem os trazia que aquela era a figura da sua sogra. A mulher partiu uma migalha, que meteu na boca, e tornando-a a cuspir, disse:
— Basta que é sogra, que até de açúcar amarga.

Moral da história:
Esta fábula humana, além de mostrar coisa tão ordinária como é o ódio entre noras e sogras, também nos ensina quão má coisa é o ódio, pois faz com que o açúcar pareça fel. Como se vê muitas vezes, quando um inimigo faz uma boa ação a outro, ele não a quer aceitar, antes a despreza e a considera ruim.


A Cabra e o Asno

 Uma cabra e um asno comiam ao mesmo tempo no estábulo. A cabra começou a invejar o asno porque acreditava que ele estava melhor alimentado, e lhe disse:
 -Tua vida é um tormento inacabável. Finge um ataque e deixa-te cair num fosso para que te deem umas férias.
 Aceitou o asno o conselho, e deixando-se cair, machucou todo o corpo.
 Vendo-o o amo, chamou o veterinário e lhe pediu um remédio para o pobre. Prescreveu o curandeiro que necessitava uma infusão com o pulmão de uma cabra, pois era muito eficiente para devolver o vigor. Para isso então degolaram a cabra e assim curaram o asno.

Moral da história:
 Em todo plano de maldade, a vitima principal é seu próprio criador.


Eu não sei vocês, mas eu gosto muito de fábulas em que há moral, faz-nos pensar bastante...
Espero que gostem do poste de hoje ... 
:**

3 comentários:

  1. Muito boas as lições de vida transmitidas pelas fábulas.
    Gostei do blog...seguindo-o.
    Sucesso sempre !

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  2. obrigada :)
    gostei do seu blog também ... ^^

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  3. Excelente postagem. Também gosto de histórias com propostas de reflexão. Show!

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